A Polícia Rodoviária Federal resgatou 37 aves silvestres transportadas irregularmente na BR-110, em Paulo Afonso, no norte da Bahia. A ocorrência foi registrada durante a tarde de 16 de setembro de 2026, no quilômetro 17 da rodovia, e divulgada pela corporação no dia seguinte.
Os animais estavam no compartimento de carga de um veículo, acomodados em caixas de papelão. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o transporte ocorria sem documentação, licença ou autorização ambiental. A forma de acondicionamento também foi considerada inadequada e incompatível com o bem-estar das aves.
Entre os animais encontrados estavam sete araras-canindé adultas, duas araras-vermelhas adultas e 28 filhotes de papagaio. A diversidade e a quantidade de aves chamaram atenção durante a abordagem, que interrompeu o deslocamento irregular pela rodovia federal.
Motorista disse que levaria as aves para Pernambuco
Durante a ocorrência, o motorista afirmou que havia sido contratado para transportar as aves da Bahia até Pernambuco. A informação foi registrada pela PRF, que encaminhou o caso à Polícia Judiciária para a adoção das providências cabíveis.
A ocorrência poderá envolver crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, relacionados ao transporte irregular de animais silvestres e a possíveis maus-tratos. A responsabilização, no entanto, depende da apuração conduzida pelas autoridades competentes. Até a divulgação do caso, a destinação das aves ainda seria definida para que elas fossem acolhidas em local adequado.
O episódio reforça que o transporte de fauna silvestre não pode ser feito livremente, sem comprovação de origem, autorização e condições apropriadas. A ausência desses requisitos coloca os animais em uma situação de vulnerabilidade e pode levar à atuação dos órgãos de fiscalização e investigação.
O que acontece com animais silvestres resgatados?
Após o resgate, animais silvestres podem ser encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres, conhecidos como Cetas. De acordo com o serviço oficial do Ibama, essas unidades recebem animais resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente.
Nos centros, os animais passam por triagem clínica e comportamental. Esse processo ajuda a avaliar as condições de cada indivíduo e a definir os encaminhamentos possíveis. Quando há condições, a reintrodução na natureza é priorizada, conforme as características e a recuperação do animal.
A destinação não é necessariamente imediata. Antes de qualquer decisão, é preciso considerar a saúde, o comportamento e a capacidade de sobrevivência das aves. Por isso, animais encontrados em situação irregular devem ser direcionados aos serviços especializados, em vez de permanecerem sob cuidados improvisados ou serem levados para uma residência.
Como agir ao encontrar uma ave silvestre?
O serviço do governo federal também contempla a entrega voluntária de animais silvestres aos Cetas. A orientação é buscar o atendimento oficial disponível para esse tipo de situação, especialmente quando a ave foi encontrada, resgatada ou está em condição que exige avaliação especializada.
Manter o animal em casa pode dificultar a análise de sua origem e de suas condições, além de impedir que ele seja avaliado por profissionais responsáveis pela triagem. A entrega a uma unidade especializada permite que a equipe examine o animal e verifique qual destinação é mais adequada.
No caso das 37 aves localizadas em Paulo Afonso, a atuação da PRF ocorreu durante uma fiscalização rodoviária e resultou no encaminhamento da ocorrência à Polícia Judiciária. O próximo passo relacionado aos animais dependia da definição do local de acolhimento adequado, conforme as informações divulgadas pelas autoridades.
O resgate também evidencia a importância de comunicar situações envolvendo transporte irregular de fauna silvestre aos órgãos competentes. A identificação de caixas, veículos ou movimentações suspeitas deve ser tratada com responsabilidade, sem tentativa de resolver o caso por conta própria ou de manter as aves sob guarda particular.