Estudiosos deram início ao ‘Programa Cidadão Cientista de Tubarões e Raias de Fernando de Noronha’. O banco de dados vai ajudar no mapeamento e monitoramento dos animais. Os pesquisadores estudam os tubarões em Noronha
Ricardo Garla/Divulgação
Um grupo de pesquisadores deu início ao “Programa Cidadão Cientista de Tubarões e Raias de Fernando de Noronha”, em busca de colaboração para os estudos. A ideia é elaborar uma base de dados aberto ao público. Para isso, os estudiosos querem que as pessoas enviem fotos e vídeos desses animais no arquipélago.
“Esses registros vão nos ajudar a ampliar o mapeamento e monitoramento dos tubarões e raias. Assim, será possível compilar informações de mergulhadores, pescadores, moradores e turistas, que serão utilizadas na pesquisa científica”, explicou a bióloga Bianca Rangel, doutoranda no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).
O trabalho também conta com a participação do biólogo e doutor Ricardo Garla, pesquisador do Projeto “Tubarões de Fernando de Noronha”.
Fazem parte do projeto, ainda, a bióloga Vanessa Bettcher Brito, doutoranda na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e o biólogo Jayson Huss, mergulhador que mora em Noronha.
Raia-prego foi registrada na Baía do Sueste
Helena Lemos/Divulgação
Segundo os coordenadores do programa, além das fotos e vídeos, é importante ter a informação sobre a espécie observada, com indicação do dia, local e hora.
Os dados vão ser catalogadas para confirmação das espécies existentes de tubarões e raias. Com isso, vai ser possível saber estágios de vida, ou seja, desde filhotes na beira da praia até grandes tubarões e raias visto por pescadores em regiões profundas.
“Essas informações são muito importantes para entendermos como as espécies utilizam o arquipélago.Poderemos saber quais regiões são usadas como áreas de berçário e de alimentação e como os animais interagem com os turistas e moradores da ilha”, disse Bianca Rangel.
A pesquisadora também afirmou que as marcas naturais no corpo dos animais são como “digitais”. Essas marcas identificam cada indivíduo.
“As marcas naturais podem ser fotografadas e catalogadas, e com o tempo, conseguiremos entender padrões de movimentação, até mesmo entre Noronha e outras regiões”, indicou a estudiosa.
A pesquisadora informou que, dentre as várias espécies que ocorrem no arquipélago, algumas mais comuns: tubarão-limão (Negaprion brevirostris), tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum), tubarão bico-fino ou cabeça-de-cesto (Carcharhinus perezi), tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e tubarão lombo-preto ou bico-fino (Carcharhinus falciformis).
Tubarão-limão fotografado na Praia da Atalaia
Luciana Wiederin Maschietto/Divulgação
Os estudos indicaram que na região há duas espécies de raias: a raia-prego (Hypanus berthalutzae), que é endêmica das águas brasileiras, e a raia-chita (Aetobatus narinari).
Os pesquisadores afirmam que essas espécies estão em algum grau de ameaça de extinção e, por isso, o programa vai ter grande importância para a conservação dos animais no arquipélago.
As pessoas podem enviar fotos e vídeos ou informações para o número de WhatsApp 1-98283-6056, pelo Instagram @tubaroes.raias.noronha, no e-mail [email protected] ou para o site: www.elasmosnoronha.weebly.com.
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Os dados vão ser catalogadas para confirmação das espécies existentes de tubarões e raias. Vai ser possível a e estágios de vida, ou seja, desde filhotes na beira da praia até grandes tubarões e raias visto por pescadores em regiões profundas.