Projeto idealizado pelos freis capuchinhos deve beneficiar mais de 30 famílias. No interior do Amazonas, índios Tikuna e Kokama criam aves colombianas
Hoje, 19 de abril, comemora-se o Dia do Índio no Brasil. Em tempos de pandemia, muitas famílias indígenas têm encontrado dificuldades para vender os produtos nas cidades. Na aldeia de Belém do Solimões, na zona rural de Tabatinga (AM), índios das etnias tikuna e kokama buscam através da criação de frangos vindos da Colômbia uma nova alternativa de renda.
Na aldeia, muitas famílias vivem de pequenas plantações e pesca, mas com a chegada da pandemia tiveram dificuldades para vender os produtos. Foi então que freis capuchinhos decidiram formar um projeto de criação de aves para amparar os moradores do povoado.
Indígenas trabalham com a criação de aves no interior do Amazonas
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Para receber os pintinhos os indígenas construíram aviários próximos das casas. Todo material para montar os galinheiros foi doado. As aves compradas na Colômbia viajaram dois dias para chegar até a aldeia.
O esforço realizado pelos freis capuchinhos é para garantir que índios das etnias tikuna e kokama participem do Programa Nacional de Alimentação Escolar. A ideia é que esse projeto de criação de aves de corte se estendam também a outras comunidades indígenas dessa região do interior do Amazonas.
Nessa primeira fase, cada família recebeu cem pintinhos. Para ajudar na criação dos frangos os indígenas têm recebido orientação técnica do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Icam). Os novos criadores aprendem desde manter o local limpo até os cuidados com a alimentação das aves.
A comunidade indígena tem mais de cinco mil habitantes. Segundo a coordenação do polo do Dsei Alto Solimões, desde o início da pandemia foram registrados 174 infectados e dois óbitos por causa da Covid-19 dentro da aldeia.
Freis capuchinhos estimularam que indígenas iniciassem a atividade no interior do AM
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