Vice-presidente informou que a operação terá dois meses de duração e custo de R$ 50 milhões. Planejamento é começar na próxima semana. O vice-presidente Hamilton Mourão informou nesta sexta-feira (11) que o presidente Jair Bolsonaro autorizou a realização de uma nova operação com militares das Forças Armadas para combater crimes ambientais na Amazônia.
Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão disse que a operação deve durar dois meses, com custo de R$ 50 milhões. O governo ainda fecha os detalhes do planejamento, mas a ideia é iniciar a operação na próxima semana.
“Ontem [quinta-feira] conversei com ele [Bolsonaro], ele autorizou. Nós estamos fechando o planejamento, falei com ministro Paulo Guedes, o recurso é em torno de R$ 50 milhões para fazer isso aí pelos próximos dois meses, ele disse que isso não é problema. Então, agora precisa fechar onde vai ser a principal áreas de operações”, disse Mourão em entrevista no Palácio do Planalto.
Para que a operação comece de fato, será preciso a publicação no ‘Diário Oficial da União’ do decreto, assinado por Bolsonaro, que determina a operação de garantia da lei e da ordem (GLO) na região amazônica.
Criticado pelo desmonte na fiscalização ambiental e pela piora nos índices de desmatamento e queimadas, Bolsonaro já utilizou militares na Amazônia em duas oportunidades, uma em 2019 e outra entre 2020 e 2021, nas Operações Verde Brasil 1 e 2.
A Verde Brasil 2 se encerrou em no final de abril porque o governo decidiu não renovar a GLO. Contudo, com três meses seguidos de alta no desmatamento, Mourão, que mantém uma relação distante do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu enviar outra vez as Forças Armadas para combater desmatamento e queimadas.
Mourão costuma dizer que o governo pretende encerrar o ciclo agosto2020-julho2021 com redução na faixa de 15% no desmatamento na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo o vice, o retorno dos militares também reforça o trabalho de combate à queimadas. Caso haja recursos, é possível que a operação seja prorrogada por mais tempo.