Com a falta de opção de petiscos saudáveis para cachorros e gatos, a santista Luciana Pomar Carvalho, de 43 anos, resolveu criar uma “cãofeitaria” em Santos, no litoral de São Paulo. Entre as opções no cardápio, receitas que vão do “quibecão” (carne fresca, manjericão e trigo) até uma simples “cãoxinha” (peito de frango, batata doce e farinha de arroz).

Segundo a proprietária do estabelecimento, localizado no bairro Boqueirão, os pratos fazem os cães e gatos lamberem os focinhos. São mais de 40 produtos entre “bolos de auniversário”, “aumondegas”, “cãoburguer”, entre outros. Na seção dos biscoitos, eles são apresentados em quatro sabores: banana com aveia, cenoura com linhaça, batata doce com coco e carne com manjericão.

Engenheira de alimentos, Luciana diz que desde a faculdade já tinha o intuito de abrir um comércio voltado aos pets. “Desde pequena tenho essa ligação forte com os cães. Todos os animais merecem umas guloseimas de vez em quando, né?”.

Luciana mantém uma parceria com um veterinário, que analisa e aprova as receitas desenvolvidas por ela.

Sucesso de vendas
Um dos maiores sucessos da cãofeitaria é a “cãoxinha”, composta por peito de frango, moela e batata doce. Há combos como o “cãoquete”, “patinha de banana” e “patinha de frango” que são vendidos partir de R$ 14 reais.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos Para Animais de Estimação (ABINPET), o mercado pet já representa 0,36% do PIB brasileiro, muito a frente de setores como automação industrial e de utilidades domésticas.

Ao g1, Luciana diz que a pandemia não afetou o negócio. “Atendemos de forma remota e tivemos um crescimento significativo nas vendas. Me sinto feliz por poder contribuir com alimentação de qualidade aos animais”.

O veterinário Michael Fasanelo Gomes diz que é importante o dono do cachorro saber diferenciar os petiscos naturais dos industrializados.

“Nesta história, devemos fazer a comparação com os riscos de uma criança comendo produtos industrializados. Cães e gatos têm sensibilidades parecidas com os humanos. A ingestão de alimentação incorreta pode sobrecarregar órgãos vitais, como fígados e rins”, orienta.

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