Ao deixar Brasília, a ex-presidente Dilma Rousseff decidiu deixar um companheiro para trás: o labrador Nego, que apareceu com ela inclusive na campanha eleitoral de 2010. É a segunda vez que o cão é abandonado pelo dono. Dilma já o havia herdado do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. 

A razão alegada para que Nego não fosse com a petista seria a saúde frágil e a idade avançada do cão, que tem 14 anos. Para o consultor da Jovem Pan Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal, pode haver motivos clínicos que desaconselhem a viagem. Mas, em princípio, a decisão de levá-lo seria mais acertada.

“A mudança de ambiente costuma ser mais tranquila do que a de dono”, diz Rossi.  

Segundo Alexandre Rossi, a viagem de Brasília para o Rio Grande do Sul não é de duração tão longa a ponto de causar preocupação muito grande com a saúde do cão. “A complicação maior viria de uma dificuldade de respiração”, diz ele. “Mas os labradores não são das raças mais sucetíveis a isso.”

“Se a preocupação for com o transporte, acho exagerada. A quantidade de pets que voa é imensa, e acidentes em geral só acontecem quando a caixa de transporte não é adequada”, diz o consultor. “Mas, se o voo é mesmo uma causa de preocupação, leve o cachorro de carro. Aí eu tenho certeza que não há problema nenhum.”